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A blefaroplastia pode ser suficiente para muitos pacientes. Porém, quando o envelhecimento envolve sobrancelhas, qualidade da pele, pálpebra inferior, volume ou transição com a face, um rejuvenescimento mais completo pode exigir uma avaliação de toda a região periocular — e não simplesmente retirar mais pele.

“Doutora, quanto de pele você vai tirar?”

Essa parece uma pergunta simples.

Entretanto, ela revela uma ideia de blefaroplastia que vem mudando: a de que rejuvenescer os olhos seria basicamente retirar excesso de pele da pálpebra superior e bolsas da inferior.

Hoje, quando avalio uma paciente, meu raciocínio é mais amplo.

Eu observo as pálpebras, claro.

Mas também observo sobrancelhas, posição dos tecidos, transição entre pálpebra inferior e face, qualidade da pele, volume, musculatura, assimetrias e, principalmente, função ocular.

É por isso que gosto de falar em cirurgia do olhar.

Não como o nome de uma única técnica.

Mas como uma maneira de pensar o rejuvenescimento periocular.

AFINAL, O QUE SIGNIFICA “CIRURGIA DO OLHAR”?

Cirurgia do olhar não significa que toda paciente precise realizar vários procedimentos.

Esse ponto é fundamental.

O conceito significa avaliar o olhar como uma unidade anatômica, em vez de enxergar somente o pedaço de pele que aparentemente está sobrando.

Imagine uma paciente com sensação de pálpebra pesada.

A primeira hipótese pode ser excesso cutâneo.

A posição da sobrancelha também pode contribuir para essa aparência.

Em outra paciente, a principal queixa está nas pálpebras inferiores. O que ela chama de “bolsa” pode estar associado a uma combinação de volume, sulcos, pele e transição entre a pálpebra e a região malar.

Assim a cirurgia começa respondendo:

qual estrutura realmente produz aquilo que incomoda?

POR QUE RETIRAR MAIS PELE NÃO SIGNIFICA REJUVENESCER MAIS?

A pálpebra não é simplesmente um revestimento estético.

Ela precisa continuar protegendo o olho e participando adequadamente do piscar e do fechamento palpebral.

Um olhar jovem não é caracterizado pela ausência absoluta de pele, volume ou movimento.

Existe anatomia.

Existe proporção.

E existe identidade.

Uma das decisões mais importantes da blefaroplastia não é apenas determinar o que será retirado.

É decidir o que precisa permanecer.

QUAL É O PAPEL DAS SOBRANCELHAS NO REJUVENESCIMENTO DO OLHAR?

As sobrancelhas funcionam visualmente como uma moldura para o terço superior da face.

Sua posição interfere diretamente na relação com as pálpebras superiores.

Consequentemente, quando alguém apresenta uma sobrancelha mais baixa, simplesmente retirar mais pele da pálpebra para tentar compensar essa posição pode não representar o raciocínio mais adequado.

Durante a avaliação, precisamos separar as coisas:

Quanto da queixa vem da pálpebra?

Quanto vem da sobrancelha?

Existe assimetria entre os lados?

Essa posição sempre foi assim ou mudou com o tempo?

Somente depois dessas respostas podemos discutir se a blefaroplastia isolada é suficiente ou se outra abordagem merece ser considerada.

PÁLPEBRA INFERIOR NÃO TERMINA NA PÁLPEBRA INFERIOR

Esse é outro conceito importante.

Quando olhamos para alguém, nosso cérebro não divide o rosto em pequenas áreas cirúrgicas.

Percebemos transições.

Na região inferior dos olhos, existe uma relação visual entre pálpebra, sulcos, volume e região malar.

Por isso, duas pessoas com “bolsas embaixo dos olhos” podem precisar de estratégias completamente diferentes.

Uma pode apresentar bolsas mais evidentes.

Outra pode ter uma transição marcada entre pálpebra e face.

Já uma terceira pode apresentar alterações de pele associadas.

O erro seria chamar tudo de bolsa e aplicar a mesma solução.

QUALIDADE DA PELE TAMBÉM INTERFERE NO RESULTADO?

Sim.

A blefaroplastia trata determinadas alterações estruturais das pálpebras, mas não deve ser apresentada como tratamento universal para todas as características da pele.

Textura, pigmentação, linhas finas e qualidade cutânea são componentes diferentes.

Por isso, uma paciente pode ter uma excelente indicação cirúrgica e, ainda assim, apresentar características da pele que não desaparecerão simplesmente porque houve retirada de excesso cutâneo.

Essa conversa precisa acontecer antes da cirurgia.

Caso contrário, a paciente pode esperar da blefaroplastia algo que a técnica não se propõe a entregar.

BLEFAROPLASTIA SOZINHA FUNCIONA?

Pode funcionar — e essa correção é muito importante.

Não existe uma regra segundo a qual toda blefaroplastia precise ser acompanhada de procedimentos adicionais.

Se a principal alteração está nas pálpebras e a cirurgia indicada consegue tratá-la adequadamente, a blefaroplastia isolada pode ser suficiente para aquele objetivo.

Por outro lado, quando existem outras alterações relevantes ao redor dos olhos, podemos conversar sobre estratégias complementares.

Portanto, a lógica correta não é:

blefaroplastia + vários procedimentos = resultado melhor.

A lógica é:

diagnóstico correto → tratamento necessário → resultado coerente com aquela anatomia.

MAIS PROCEDIMENTOS NÃO SIGNIFICAM NECESSARIAMENTE UM RESULTADO MAIS COMPLETO

Essa é uma distinção que considero especialmente importante atualmente.

Laser, toxina botulínica, tecnologias e procedimentos injetáveis possuem indicações diferentes.

Eles não devem entrar automaticamente em um “pacote de rejuvenescimento”.

Da mesma maneira, não existe motivo para utilizar determinada tecnologia apenas porque a paciente realizou blefaroplastia.

Primeiro identificamos uma necessidade.

Depois avaliamos se existe um recurso adequado para tratá-la.

Procedimento complementar precisa ter indicação própria.

E A TOXINA BOTULÍNICA DEPOIS DA BLEFAROPLASTIA?

A toxina botulínica pode ser utilizada em pacientes selecionados para modular temporariamente a atividade de determinados músculos responsáveis por linhas dinâmicas e outras indicações específicas.

Entretanto, é importante evitar uma interpretação equivocada.

A toxina não “ensina” permanentemente o músculo a se movimentar menos.

Seu efeito é temporário.

Além disso, não existe base para afirmar que todo paciente precisa de toxina botulínica para fazer a cirurgia “durar”.

Blefaroplastia e toxina tratam componentes diferentes.

Quando ambas são indicadas, podem fazer parte de um planejamento global. Porém, uma não deve ser apresentada como requisito automático para preservar a outra.

E AS TECNOLOGIAS DEPOIS DA CIRURGIA?

A mesma lógica vale para lasers e outras tecnologias.

Dependendo da necessidade, determinados recursos podem ser considerados para aspectos específicos da pele.

Contudo, nenhuma tecnologia deveria entrar automaticamente no pós-operatório apenas porque houve uma cirurgia.

Também precisamos diferenciar duas coisas:

recuperação cirúrgica e manutenção estética ao longo dos anos.

O envelhecimento continua acontecendo depois de uma blefaroplastia.

Isso não significa que o resultado “acabou” ou que a paciente obrigatoriamente precisa realizar procedimentos frequentes.

Significa apenas que os tecidos continuam passando pelo processo natural de envelhecimento.

O QUE PODE FAZER PARTE DE UMA AVALIAÇÃO COMPLETA DO OLHAR?

Estrutura O que observo Por que importa
Pálpebra superior Pele, sulco, posição e função Ajuda a definir a indicação da blefaroplastia
Sobrancelhas Altura, posição e assimetrias Podem interferir na sensação de peso
Pálpebra inferior Bolsas, pele e posição Exige planejamento específico
Transição pálpebra-face Sulcos e distribuição de volume Interfere no contorno inferior do olhar
Pele Textura e características individuais Nem toda alteração cutânea é tratada pela cirurgia
Musculatura Dinâmica facial Pode ter indicação independente de tratamento
Superfície ocular Sintomas e função palpebral Segurança e conforto também fazem parte do planejamento

É essa leitura conjunta que transforma a pergunta.

Em vez de simplesmente perguntar “qual procedimento fazer?”, passamos a perguntar:

“o que realmente precisa ser tratado?”

UM EXEMPLO PRÁTICO: TRÊS PACIENTES COM A MESMA QUEIXA

Imagine três mulheres chegando ao consultório dizendo:

“Meu olhar está envelhecido.”

Na primeira, a principal alteração pode estar concentrada nas pálpebras superiores.

Nesse cenário, uma blefaroplastia bem indicada pode responder diretamente à queixa.

Na segunda, a posição das sobrancelhas participa de forma importante da sensação de peso.

Já na terceira, a principal questão pode envolver pálpebra inferior, transição com a região malar e qualidade da pele.

As três utilizaram a mesma frase.

Portanto não existe razão para que recebam o mesmo plano de tratamento.

É exatamente isso que significa individualizar uma cirurgia do olhar.

CIRURGIA DO OLHAR NÃO É UM “COMBO”

Esse talvez seja o ponto mais importante deste artigo.

Não quero que o conceito de tratamento global seja confundido com a obrigação de fazer tudo.

Muito pelo contrário.

Avaliar mais estruturas permite, inclusive, descobrir o que não precisa ser tratado.

Uma paciente pode precisar apenas de blefaroplastia.

Outra pode ter indicação para uma abordagem diferente.

Uma terceira pode se beneficiar de tratamentos complementares em momentos distintos.

E algumas pessoas podem descobrir durante a avaliação que ainda não possuem indicação cirúrgica.

Um plano sofisticado não é aquele com o maior número de procedimentos.

É aquele em que cada intervenção possui uma razão para estar ali.

O REJUVENESCIMENTO DO OLHAR COMEÇA PELO DIAGNÓSTICO, NÃO PELO CARDÁPIO DE PROCEDIMENTOS

Se você está pensando em fazer blefaroplastia, não comece montando uma lista de cirurgia, laser, toxina, preenchimento e tecnologias.

Comece pela sua queixa.

O que realmente mudou?

O que incomoda quando você se olha no espelho?

Qual estrutura está produzindo essa aparência?

A blefaroplastia consegue tratar essa alteração?

Existe algo que deve ser preservado?

Há outra região contribuindo para a percepção de envelhecimento?

Depois dessa investigação, conseguimos definir se a melhor estratégia envolve somente blefaroplastia ou um planejamento mais amplo.

É assim que entendo a cirurgia do olhar.

Não como fazer mais.

Mas como enxergar mais antes de decidir o que fazer.

Dra. Carolina Angeloni
Oftalmologista | Especialista em Cirurgia Plástica Ocular
CRM-MT 5744 | RQE 2874

📍 Cuiabá – MT | Clínica Carolina Angeloni
📍 Cáceres – MT | Oftalmoclin – Clínica de Oftalmologia e Plástica Ocular

FAQ — BLEFAROPLASTIA E CIRURGIA DO OLHAR

1. O Que É Cirurgia Do Olhar?

É uma forma de abordar o rejuvenescimento periocular considerando as diferentes estruturas que influenciam a aparência e a função da região dos olhos, em vez de avaliar somente excesso de pele e bolsas.

2. Blefaroplastia Sozinha Pode Ser Suficiente?

Sim. Dependendo da anatomia e da queixa, a blefaroplastia isolada pode ser suficiente. Procedimentos complementares só devem ser considerados quando possuem indicação própria.

3. Sobrancelha Baixa Pode Deixar A Pálpebra Com Aparência Pesada?

Pode contribuir. Por isso, a posição das sobrancelhas deve ser observada antes de atribuir toda a sensação de peso ao excesso de pele palpebral.

4. Blefaroplastia Melhora A Qualidade Da Pele?

A cirurgia pode tratar determinadas alterações palpebrais, mas não deve ser considerada um tratamento universal para textura, pigmentação, linhas finas e todas as características cutâneas.

5. Preciso Fazer Toxina Botulínica Depois Da Blefaroplastia?

Não obrigatoriamente. A toxina possui indicações específicas e efeito temporário. Sua utilização deve ser individualizada.

6. Laser É Obrigatório Depois Da Blefaroplastia?

Não. Tecnologias podem ser consideradas quando existe uma indicação específica, mas não constituem uma etapa obrigatória para todos os pacientes.

7. Fazer Mais Procedimentos Garante Um Resultado Melhor?

Não. Quantidade de procedimentos não determina qualidade do resultado. Diagnóstico, indicação e planejamento individualizado são mais importantes.

8. A Blefaroplastia Impede Que A Região Dos Olhos Continue Envelhecendo?

Não. O processo natural de envelhecimento continua após a cirurgia.

9. A Pálpebra Inferior Deve Ser Avaliada Junto Com O Rosto?

Sim. A relação entre pálpebra inferior, sulcos, volume e região malar pode influenciar a percepção do contorno periocular.

10. Como Saber Se Preciso Apenas De Blefaroplastia Ou De Um Tratamento Mais Amplo?

A avaliação individualizada deve identificar quais estruturas produzem sua queixa. A partir desse diagnóstico, é possível definir se a cirurgia isolada atende ao objetivo ou se outra abordagem possui indicação.

 

Dra. Carolina Angeloni é Médica Oftalmologista especialista em Plástica Ocular.
CRM-MT 5744 | RQE 2874

Dra. Carolina Angeloni

Dra. Carolina Angeloni é Médica Oftalmologista especialista em Plástica Ocular. CRM-MT 5744 | RQE 2874

Lifting de supercilio

As sobrancelhas (supercílios) vêm recebendo a cada dia uma atenção especial. Sabemos como especialistas da sua importância na harmonia do olhar e impacto no resultado final da cirurgia, porém nos últimos tempos, as pacientes também já chegam sabendo quando as suas sobrancelhas precisam de um cuidado e abordagem especial.

Se elas estiverem caídas, irão passar um ar de tristeza e interferir diretamente na quantidade de pele das pálpebras superiores. Nestes casos, precisamos melhorar este posicionamento para ter um resultado mais bonito e harmônico.

Através do lifting cirúrgico conseguimos isto, com efeito natural e duradouro. E mesmo em casos onde não exista uma queda tão acentuada, conseguimos mudar o formato das sobrancelhas, arquear sem exageros, emoldurar as pálpebras de forma elegante e deixar o olhar mais feminino.

Durante a avaliação iremos discutir se isto é algo que incomoda e qual a melhor técnica, pois cada paciente tem traços únicos e a depender deles, iremos indicar qual formato de supercílio mais combina.

Blefaroplastia a laser

Sem dúvida a Blefaroplastia a Laser é uma grande evolução nas cirurgias estéticas das pálpebras. O laser de CO2 fracionado, tecnologia já consagrada, é utilizado com duas finalidades: realizar o corte cirúrgico e promover o rejuvenescimento da pele, otimizando sua recuperação e o resultado final.

O uso do laser durante a cirurgia leva a um menor sangramento, o que causa menos hematomas e inchaço no pós-operatório. Ao final da cirurgia realizamos o tratamento de toda a pele remanescente nas pálpebras e na face inteira, inclusive pescoço e colo, através do ‘resurfacing’.

Por ser um laser ablativo, cria pontos de abertura nas camadas da pele, com a vaporização da epiderme (camada mais superficial) e alcança a derme reticular (camada mais profunda). Com o processo de regeneração, estimula muito colágeno, tratando as condições mais profundas como cicatrizes, flacidez e rugas.

Este é um dos tratamentos associados que mais potencializam o resultado da sua cirurgia, promovendo um rejuvenescimento global da sua face.

Blefaroplastia inferior

As bolsas de gordura e flacidez nas pálpebras inferiores costumam ser queixas muito frequentes mesmo em pacientes mais jovens, inclusive por questões genéticas. Para este problema, temos a blefaroplastia inferior, que é a cirurgia plástica das pálpebras inferiores, onde podemos abordar estruturas profundas, com a finalidade de rejuvenescimento desta região.

Assim como as pálpebras superiores, as inferiores têm fundamental importância na manutenção da saúde ocular, no mecanismo de piscar e lubrificação ocular. Cirurgias que não preservam essa função básica resultam em muitas queixas no pós-operatório, tanto estéticas, deixando os olhos com aspecto arrendondado e repuxado, quanto funcionais, com má oclusão palpebral e exposição do globo ocular, podendo comprometer a visão.

Por isto a escolha de um profissional que seja especialista em Cirurgia Palpebral é o primeiro passo para que sua cirurgia tenha o sucesso que você almeja.

 

Blefaroplastia superior

A blefaroplastia superior tem por objetivo remover o excesso de pele e bolsas de gordura das pálpebras superiores. Durante a cirurgia também podemos moldar o contorno palpebral, posicionando esta gordura que já temos naturalmente para preencher imperfeições, realizar técnicas para maior exposição da pálpebra móvel, simetrizar a altura das pálpebras, citando apenas alguns pontos que podem ser corrigidos na mesma cirurgia.

Ao nos atentarmos a todos esses detalhes, criamos o conceito de “personalização’ da sua cirurgia. Mas muito mais do que isso, devemos lembrar sempre da principal função das nossas pálpebras: proteger nossos olhos. Nenhuma abordagem estética será mais importante do que preservar sua visão.

Ácido hialurônico

O ácido hialurônico é produzido naturalmente pelo nosso organismo e está presente na pele, em nossos olhos, nas articulações e várias outras estruturas. Sua principal função é preencher os espaços entre as células, mantendo-as hidratadas.

À medida que envelhecemos, nossa pele se torna mais fina e menos elástica, e sua capacidade de reter água é reduzida. O resultado é o aparecimento de linhas finas e rugas. Os coxins de gordura que dão volume e aspecto jovem à face atrofiam e ocorre reabsorção óssea, aparecendo sulcos mais profundos, com perda do contorno facial. Tudo isso se traduz em uma aparência cansada, envelhecida ou triste.

Quando falamos em usar o ácido hialurônico com fins estéticos, podemos indica-lo em várias concentrações, cada uma com uma finalidade: hidratar, preencher ou sustentar.

O ácido hialurônico mais fino, chamado de skinbooster, é excelente para aumentar a hidratação da pele e suavizar rugas já marcadas, que não melhoram apenas com a toxina botulínica.

Quando temos uma concentração intermediária, ele se torna excelente para preenchimento de sulcos, como nas olheiras, no bigode chinês e linhas de marionete, além de regiões onde coxins de gordura perderam seu volume, como nas têmporas.

Fios de PDO

Os fios de PDO (polidioxanona) são fios implantados na pele e absorvidos naturalmente pelo organismo, com a finalidade de estimular a produção de colágeno.

Alguns modelos também podem ter efeito de tração e sustentação, mas o grande impacto que eles causam, de forma mais duradoura, é justamente estimular um boom de colágeno, proporcionando melhora na qualidade e firmeza da pele na região em que são aplicados.

Dentro da Plástica Ocular, as regiões que tratamos são:

  • Pálpebras inferiores
  • Lateral dos olhos
  • Sobrancelhas
  • Rugas profundas da região da glabela (entre as sobrancelhas)
  • Testa

O procedimento pode ser realizado na clínica ou associado a protocolos com cirurgias das pálpebras, potencializando o efeito desejado.

 

Toxina botulínica

Mas você sabe como funciona a Toxina Botulínica?

Ela impede a contração muscular, que é responsável pelo aparecimento das rugas. Como resultado, além de disfarçar as marcas já aparentes, ainda evita o aparecimento de novas rugas e retarda a formação dos sinais de expressão, que são as linhas mais profundas que temos, geralmente na lateral dos olhos (os famosos “pés de galinha”), na testa e na glabela (que são as linhas que aparecem quando fazemos “cara de bravo”).

O que significa ‘TOXINA BOTULÍNICA PREVENTIVA’?

Quando aplicamos a toxina em uma paciente mais jovem, com a pele ainda intacta e sem rugas definitivas, evitamos que essas dobras se transformem em vincos profundos. É como se evitássemos que ocorresse uma ‘fratura’ na pele, pois uma vez que a ruga já está bem profunda, é mais difícil de tratá-la. Portanto, com a Toxina Botulínica conseguimos evitar que chegue a esse grau mais avançado.

Quais são as indicações da Toxina Botulínica na Plástica Ocular?

  • Paralisar rugas dinâmicas (as que aparecem quando fazemos as expressões faciais):
    • Rugas na testa
    • Rugas na glabela (entre as sobrancelhas)
    • Rugas perioculares (pés de galinha)
    • Rugas finas nas pálpebras inferiores
  •  Arquear as sobrancelhas e corrigir assimetrias
  • Melhorar a textura da pele
  • Espasmos musculares nas pálpebras e face

Se você já aplica Toxina Botulínica regularmente ou nunca aplicou mas quer ter esse cuidado preventivo, estou pronta para tirar todas as suas dúvidas!

Plasmage

PLASMAGE é uma tecnologia italiana de uso exclusivo médico, sendo um jato de plasma fracionado de verdade, com a finalidade de melhorar a flacidez das pálpebras superiores e inferiores e as linhas finas de expressão nessa região. Ele causa a retração da pele, o que melhora muito a flacidez e estimula colágeno na área tratada.

Sabe aquelas linhas fininhas que se formam nas pálpebras, aquelas dobrinhas de pele que deixam a maquiagem craquelada? Pois então... O Plasmage é excelente justamente para esses casos! Para quem ainda não tem indicação cirúrgica ou para quem até teria, mas que por motivos pessoais quer uma alternativa para postergar um procedimento cirúrgico.

Independente da idade, a partir do momento que o aspecto das suas pálpebras começa a te incomodar, já podemos aplicar o PLASMAGE.

Programamos até 2 sessões, a depender do nível de flacidez de cada caso. Cada sessão leva em torno de 30 minutos para tratar as 4 pálpebras. Podemos também tratar a região do supercílio para causar um efeito de arqueamento e remover lesões palpebrais, como xantelasma e pequenos fibromas. É realizado com anestesia tópica ou local, a depender do nível de tolerância de dor de cada paciente.

O Plasmage é contra-indicado para gestantes, pacientes com pele negra e com tendência a formação de cicatrizes hipertróficas, queloides ou hiperpigmentação, como melasma.

Nos primeiros dias após a aplicação, a região fica mais inchadinha e vermelha e no 3o dia já pode usar maquiagem. O tempo de recuperação, que chamamos de downtime é extremamente rápido, pois você não precisa se ausentar do trabalho. Com 5 a 7 dias as crostas caem e com 30 dias após a 1a sessão já notamos o resultado. O principal cuidado é usar os cremes prescritos e ter muito cuidado com a exposição ao sol, para não manchar a região tratada.

O procedimento pode ser realizado na clínica ou associado a protocolos com cirurgias das pálpebras, potencializando o efeito desejado.

 

Ultrassom microfocado

O ultrassom micro e macrofocado é uma tecnologia já estabelecida no mundo da estética, que veio evoluindo com diferentes plataformas ao longo dos anos. A energia acústica gerada é convertida em calor e são criados pontos de coagulação em todas as camadas que recebem o estímulo.

Pele, músculo e gordura: com diferentes ponteiras para diferentes profundidades, conseguimos estimular todas estas estruturas na mesma sessão. O resultado vai além do estímulo de colágeno: é visto o efeito de lifting e afinamento da face, remodelando assim o contorno facial.

Na clínica temos o Atria, que chegou para revolucionar conceitos e ampliar possibilidades terapêuticas, levando a um avanço nos resultados clínicos.

Inédita e fruto de anos de pesquisa tecnológica, esta plataforma de ultrassom micro e macrofocado permite que maiores energias possam ser empregadas de forma mais segura e confortável, sem dor alguma. Seu diferencial, além do conforto, são os formatos de ponteiras:

-Atria® Scan – eficiência e a segurança do ultrassom focado por scanner;

-Atria® Pen – conforto e a comodidade da caneta de ultrassom para tratamentos faciais e de áreas mais delicadas, como contorno dos olhos e sobrancelhas.

Com ele podemos tratar:

  • Pálpebras
  • Frontal
  • Lifting de face (bigode chinês e linha de marionete) e pescoço
  • Submento (papada)
  • Contorno da mandíbula

Após a sessão já podemos ver os resultados, que se tornam mais evidentes ao longo de 30-60 dias. Pode ser realizado mesmo em pacientes jovens que já notam sinais de envelhecimento, com aspecto de “derretimento” da face, e claro, como manutenção após a realização das cirurgias palpebrofaciais.

 

Laser CO2

Sem dúvida a Blefaroplastia a Laser é uma grande evolução nas cirurgias estéticas das pálpebras. O laser de CO2 fracionado, tecnologia já consagrada, é utilizado com duas finalidades: realizar o corte cirúrgico e promover o rejuvenescimento da pele, otimizando sua recuperação e o resultado final.

O uso do laser durante a cirurgia leva a um menor sangramento, o que causa menos hematomas e inchaço no pós-operatório. Ao final da cirurgia realizamos o tratamento de toda a pele remanescente nas pálpebras e na face inteira, inclusive pescoço e colo, através do ‘resurfacing’.

Por ser um laser ablativo, cria pontos de abertura nas camadas da pele, com a vaporização da epiderme (camada mais superficial) e alcança a derme reticular (camada mais profunda). Com o processo de regeneração, estimula muito colágeno, tratando as condições mais profundas como cicatrizes, flacidez e rugas.

Este é um dos tratamentos associados que mais potencializam o resultado da sua cirurgia, promovendo um rejuvenescimento global da sua face.